quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Decisão na Série C.

Barueri e Ferroviário entram em campo, no Palestra Itália, daqui a pouco, às 20 horas e 30 minutos, para disputar a última vaga na Série B do ano que vem. Para o Barueri, que joga em casa, basta o empate para conseguir o acesso. Como jogar pelo empate é sempre temerário, meu palpite é que o clube do Ceará vença a partida. A partida não deve ser um primor de técnica, mas vale a pena assistir pela emoção garantida até os quarenta e tantos do segundo tempo. Portanto, se estiver em São Paulo, vá ao campo do Palmeiras: o ingresso deve ter um valor simbólico - de graça, para uma partida de futebol bem disputada. O Sportv irá transmitir o jogo para todo o Brasil.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Bernardinho garante Brasil nas semi.

Nesta madrugada, a equipe de Bernardinho enfrentou a Bulgária, invicta até então no mundial masculino de vôlei. Após uma atuação perfeita contra a Itália, o Brasil entrou confiante para confirmar a classificação para a fase final do mundial do Japão.

Somando-se a boa fase brasileira à notícia de que o time titular da Bulgária seria poupado, uma vez que já tinha assegurado a presença nas semifinais, poderíamos esperar uma vitória incontestável, exceto que isto não aconteceu. É possível que o próprio elenco brasileiro tenha acreditado nisto e se acomodado. O fato é que o Brasil custou a entrar no jogo, e viu sua classificação dificultada pelos reservas búlgaros, liderados pelo ponta Yordanov. Os brasileiros podem ter ficado impressionados com a incrível semelhança de Yordanov com o grande jogador italiano Andrea Sartoretti - titular da Azzurra por muitos anos. Semelhança inclusive no estilo de jogo e na mecânica do saque com a canhota, uma marca inconfundível de Sartoretti.

Foi a vez de Bernardinho mudar praticamente todo o time, no combate à apatia que tomava conta do sexteto brasileiro e que encaminhava o mesmo para uma derrota que complicaria o campeonato. Funcionou. Os reservas mudaram a cara do jogo, sobretudo o meio-de-rede Rodrigão, que deve ter assegurado um lugar entre os titulares, e o levantador Marcelo, decisivo para a reação. Entre os poucos titulares que continuaram no jogo, Giba foi o grande destaque mais uma vez, sendo um concorrente sério para levar o prêmio de melhor jogador do campeonato.

O impressionante nisso tudo é como o Brasil, mesmo jogando mal, vence. Poucos se dão conta, mas a seleção masculina de vôlei, enquanto comandada por Bernardinho, NUNCA ficou de fora de um pódio. 20 campeonatos ao todo, 16 vezes campeã, 3 vezes vice e 1 única vez ficou em terceiro lugar. Espero que prestem a atenção nesta marca histórica quando o time não vencer, o que é bastante aceitável que venha a acontecer logo - não me levem a mal, torço pelo Brasil, mas nunca vi tamanha hegemonia no esporte coletivo. Desafio alguém a achar uma superioridade tão significativa no esporte coletivo moderno.

Ainda assim, enquanto o Brasil continuar ganhando no vôlei masculino e contrariando à lógica da competitividade dos esportes de alto rendimento, continuemos a celebrar, pasmos, o fenômeno.

sábado, 25 de novembro de 2006

7 decisões na Série B.

Começa, logo mais, a última rodada da série B do Brasileirão, prometendo fortes emoções. O campeonato por pontos corridos tem sido criticado pelo torcedor brasileiro, que sente falta da FINAL. Pois estão programadas para às 16 horas de hoje, nada menos que SETE FINAIS. Serão dez jogos no total da rodada, sete deles decisivos para os 8 times que ainda brigam, ou pelo acesso, ou para escapar do rebaixamento.

O América de Natal, com 60 pontos, tem a difícil tarefa de vencer ou empatar com o campeão da Segundona, o Atlético-MG, no Mineirão, enquanto o Paulista, com 58 pontos, precisa vencer o Brasiliense, também fora de casa, para subir.

E que cenário fantástico na zona de rebaixamento: ninguém foi rebaixado de véspera, e seis clubes chegam à rodada final com a responsabilidade de escapar. São eles: Vila Nova (42 pontos), Portuguesa (42 pontos), CRB (41 pontos), Paysandu (41 pontos), Guarani (41 pontos) e São Raimundo (40 pontos).

Confiram agora as finais do campeonato:

Brasiliense x Paulista

Atlético-MG x América-RN

Paysandu x Marília

CRB x Remo

Vila Nova x Guarani

Sport x Portuguesa

São Raimundo x Gama

Meu único palpite é que, se alguém apostou nos grandes vencedores da rodada, tem tudo para errar.

E não venham me dizer que não há emoção, e que não há finais nos campeonatos por pontos corridos.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Rumo a Pequim.

Não sou muito afeito a jogos de vôlei, mas como fiquei alerta até às 6 da manhã no último dia 16 para ver Brasil e Rússia, final do mundial feminino no Japão, me dou o direito de comentar, sobretudo pelas besteiras que andei ouvindo.

Sem a pretensão de entrar no mérito tático do jogo, qualquer um pôde perceber o domínio brasileiro durante o jogo, pecando em alguns momentos pela inexperiência e pela ausência de um meio-de-rede mais competitivo. Walewska teve uma atuação apagada, deixando o jogo pelas pontas muito marcado pelo bloqueio - principal arma da equipe russa. E, mesmo com a forte marcaçao do bloqueio russo, Sheilla e Jaqueline fizeram ótima partida, sendo, ao lado da gigante russa Gamova, as melhores da final.

Sheilla, a maior pontuadora pelo lado brasileiro (22 pontos) teve a personalidade de chamar o jogo nos pontos decisivos; acabou errando em dois pontos importantes, no segundo set e no tie-break. É possível que a atleta tenha se afobado pela inexperiência, SIM, nestas duas jogadas específicas. NÃO é possível que se diga que o time brasileiro perdeu por não ser tão "frio" quanto o time russo. Quem desferiu tal comentário, baseou-se apenas no histórico das equipes russas, tradicionalmente muito concentradas, inabaláveis emocionalmente; não assistiu aos primeiros sets da partida, quando as russas demonstraram incrível fraqueza ao cometerem muitos erros de passe, pior fundamento desta seleção.

O que importa é que a seleção brasileira feminina parece estar caminhando no mesmo sentido da seleção masculina. Não que vá ter tamanha hegemonia, algo impensável nos tempos atuais, devido aos avanços físicos e à competitividade - o time de Bernardinho é realmente um fenômeno a ser estudado -, mas o time feminino é jovem e tem tudo para chegar como favorito nas próximas Olimpíadas.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Ousadia de Dunga no último desafio de 2006.

Brasil e Suiça foi o último amistoso da seleção brasileira de futebol em 2006. O jogo ocorreu no dia 15 de novembro, semana passada. Alguém lembra do resultado? Poucos devem lembrar-se que o time comandado por Dunga venceu por 2 a 1. Luizão e Kaká anotaram para o Brasil, enquanto Maicon descontou com um gol contra.

O esquecimento nacional se deve à falta de motivação em acompanhar a seleção brasileira. Muito se deve à distância entre o time e o país - em 2006, o Brasil não jogou partida sequer no Brasil. Mas o desempenho patético na Copa da Alemanha certamente é o grande responsável por esta desmotivação.

Talvez preocupado em retomar a atenção do público, o técnico Dunga resolveu ousar. Alguns queriam ver Robinho, Ronaldinho e Kaká jogando juntos. Não, isso não aconteceu. A crônica esportiva, em parte, até acusou-o de conservador, atentando apenas para a escalação do time.

De fato, o time de Dunga se postou e se portou bastante conservador no campo, muito cauteloso, valorizando o resultado, sem a pretensão de dar show. Mas não estou falando de futebol; Dunga ousou ao aparecer vestindo uma cota de malha, traje de metal utilizado para proteção do corpo, típica dos exércitos medievais.

A combinação da cota de malha com o paletó, mais a gravata no bolso do paletó, nos deixa uma certeza e uma dúvida; a certeza de que não lhe faltará ousadia para escalar Robinho, Ronaldinho e Kaká, juntos; e a dúvida: qual será a próxima fantasia de Carlos Caetano Bledorn Verri?

sábado, 18 de novembro de 2006

Oooooopa!

Uma das grandes jogadas de Ilsinho, que, a continuar protagonizando lances como este, logo deixará o país. Enquanto isso, o torcedor brasileiro aproveita as esmolas de bom futebol:


Santos 0 x 1 São Paulo - Vila Belmiro, 05/11/2006.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Ilsinho, antes tarde!

Avisei sobre o Ilsinho, assim que chegou ao São Paulo, ainda pouco conhecido.

Agora, faltando 3 rodadas para o término do Brasileirão, o lateral do tricolor está cotado para levar o prêmio de revelação do campeonato - será difícil, em função da ampla concorrência: Lucas (Grêmio), Wágner (Cruzeiro), Bruno (Flamengo), Marcelo (Fluminense), entre outros, inclusive que já deixaram o futebol brasileiro, como Ângelo (Paraná) e Jônatas (Flamengo) -, e deverá levar o voto de muitos para a lateral-direita da seleção do campeonato.

Surpresa para muitos, não para quem acompanha o dia-a-dia no clube e, certamente, não para a diretoria que contratou o jovem atleta, então desvalorizado pela diretoria do Palmeiras. Ponto para os cartolas do Morumbi que perceberam o enorme potencial ofensivo que Ilsinho vem confirmando rodada após rodada.

Entretanto, apesar das boas atuações recentes, em que o jogador tem sido determinante para as vitórias do líder da série A, Ilsinho conquistou a titularidade por um acaso. Com as lesóes de Reasco e a mudança no sistema de jogo (3-5-2 para 4-4-2), o atleta passou a ser a única opção de Muricy Ramalho, treinador que relutou até escalar o jovem, alegando inexperiência e deficiência defensiva.

Seria possível que há 2 meses, Ilsinho não fosse este jogador decisivo a que estamos assistindo a cada partida? Personalidade não se compra. E nem se desenvolve em tão pocuo tempo. Faltou ousadia a Muricy Ramalho, que deveria ter escalado o jogador já na segunda partida das finais da Libertadores, uma vez que o Internacional de Abel Braga foi dominante no primeiro confronto, quando Muricy adotou o conservador esquema 3-5-2. Mesmo restando poucas alternativas para impedir a festa colorada, Muricy preferiu persistir no erro do 3-5-2, não apresentando surpresa alguma ao adversário e, como se isso não fosse o suficiente para o fracasso, ainda escalou o temérário Richarlyson no lugar de Josué (expulso no primeiro jogo).

O pior é que agora Muricy quer ser o pai da criança, tentando convencer a si próprio de que o jogador está se desenvolvendo mental e taticamente num ritmo alucinante, graças à sua faculdade de formar jovens talentos.