segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Charles "Krispy Kreme" Barkley vs. Dick "The Ageless One" Bavetta

Para quem não viu o melhor momento do Fim de Semana das Estrelas da NBA deste ano, ocorrido em Las Vegas, aqui está o vídeo da corrida entre o hall of famer Charles Barkley e Dick Bavetta, o árbitro mais antigo, ainda em atividade, da NBA.

É importante que se fale um pouco sobre os bastidores do desafio. Tudo começou no dia 4 de janeiro, durante a transmissão do jogo Lakers X Kings. Bavetta apitava o jogo, enquanto Barkley comentava pela TNT. No segundo quarto foram marcadas 38 faltas, levando os jogadores à linha do lance livre por 47 vezes - o recorde da história da NBA é de 50 lances livres num quarto. Sir Charles atribuiu o excesso de faltas apitadas à forma física de Dick, que estaria lento, com dificuldade para acompanhar o jogo de perto. O narrador da TNT Marv Albert tentou amenizar os comentários de Charles exaltando a importância de Bavetta para a história da NBA, mas nada parecia deter o polêmico comentarista, que disparou: "aposto 10 mil dólares para caridade que venço Dick na corrida a qualquer momento".

E quebrou a cara quem imaginou que Bavetta ficaria ofendido com a declaração de Barkley; corajoso, o árbitro de 67 anos entrou na brincadeira e aceitou o desafio. Não falou-se em mais nada nas transmissões da TNT e a disputa foi marcada para o Fim de Semana das Estrelas em Las Vegas.

Este clipe traz mais detalhes que envolvem a corrida, com depoimentos de Barkley e Bavetta, tudo sobre a preparação dos competidores, além dos palpites de Steve Nash, Kevin Garnett, Shaquille O'Neal e David Stern (comissário da Liga).

E abaixo a impagável corrida entre Charles Barkley (43 anos, e fora de forma) e Dick Bavetta (67 anos), ocorrida no sábado do All-Star Weekend, entre o desafio de habilidades e a competição de arremessos de três, direto de Las Vegas, com direito aos comentários de Reggie Miller e Kenny Smith:



sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

NBA: Dallas vence Miami, com show de Nowitzki.

Quinta-feira foi dia de revanche na NBA: o Dallas Mavericks recebeu o Miami Heat, numa reedição da final do ano passado, quando o Heat sagrou-se campeão. Desta vez, contudo, os Mavs atropelaram, confirmando a condição de melhor time da temporada - lidera a NBA com 45 vitórias e apenas 9 derrotas.

Dirk Nowitzki fez uma partida perfeita, mostrando por que está cotado para ser eleito o jogador mais valioso da liga. O alemão praticamente não errou, chegando a protagonizar lances que lembraram Larry Bird, como na melhor jogada da partida, em que Dirk pulou para receber um passe e, ainda no ar, arremessou para mais uma cesta.

A imprensa americana coloca Dirk como favorito a MVP ao lado de Steve Nash (jogador mais valioso nas duas últimas temporadas). Percebe-se que Dirk está mesmo em alta na NBA quando ouvimos comentários como o de Steve Kerr, na transmissão da TNT. O ex-jogador, campeão da NBA com os Bulls de Jordan, afirma que Dirk certamente entrará para o Hall da Fama da NBA, sobretudo se conseguir levar o título para Dallas. Steve Kerr ainda comentou o estilo único de arremesso do alemão: "one-footer-behind-the-head-fade-away-off-the-balance" - tentando traduzir, seria um arremesso desequilibrado, por trás da cabeça, em uma perna só e se jogando para trás. Se ainda considerarmos a altura do jogador, pode-se concluir que Nowitzki é imarcável. Steve Kerr ainda afirmou não saber como é possível um jogador acertar arremessos como aquele, quando Reggie Miller (um dos maiores arremessadores de todos os tempos), que também fazia parte da transmissão retrucou, num momento de descontração: "Fale por você, Steve!"

Além da atuação de Dirk, tivemos outros aspectos interessantes no jogo. A rivalidade entre as duas equipes ficou clara com faltas duras de lado a lado. Antoine Walker, jogador do Heat que já defendeu os Mavs, chegou a ser ejetado da partida após falta violenta em Dirk, saindo abaixo de vaias. Shaq também protagonizou um lance mais ríspido no jogo, considerado uma falta flagrante pela arbitragem - embora o comentarista Reggie Miller tenha levantado um argumento pertinente: segundo ele a falta do "Big Fella" teria sido uma falta normal de jogo. O problema é que, segundo Reggie, quando falamos de Shaq, falamos do "maior cara do mundo", e qualquer falta parece dura demais.

O jogo ainda marcou um recorde para Dallas. Após 4 derrotas no início da temporada, Dallas perdeu apenas 5 das últimas 50 partidas - é a segunda maior corrida em 50 jogos da história da liga, apenas o Philadelphia 76ers, na temporada de 1966-67, teve uma corrida melhor (46 vitórias).

E, se tudo vai bem em Dallas, a maré está virando em Miami. Dwyane Wade pode ter se lesionado seriamente; saiu numa cadeira de rodas, chorando de dor, após machucar o ombro. A ausência de Wade levantou uma questão relevante: a imprensa tem criticado o armador reserva Jason Williams, que não seria mais o mesmo jogador do início da carreira. A questão é delicada, porque realmente Jason não repete mais as jogadas notáveis do tempo em que passou em Sacramento. Mas é preciso considerar o estilo de jogo do Miami Heat, de Pat Riley, que é totalmente diferente do estilo do Sacramento Kings, de Rick Adelman. Miami apresenta um jogo lento, explorando seu pivô Shaquile O'Neal, além das jogadas individuais de Dwyane Wade, enquanto o Kings de Adelman era um time veloz, explorando ao máximo o jogo de transição, o que facilitava as jogadas ousadas de Williams.

O Heat agora torce por uma recuperação rápida de Wade ou para alguém aparecer como o segundo homem forte do time. Eddie Jones, que neste jogo apareceu apenas no chamado "garbage time", quando o jogo já estava perdido, tenta retomar a confiança e, quem sabe, ser o jogador que Miami precisa para garantir uma vaga nos playoffs.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Revival no Turkey Day.

80 mil pessoas lotaram o Arrowhead Stadium para assistir à vitória dos Chiefs por 19 a 10 frente aos Broncos, na grande festa da NFL, realizada em Kansas City, no Thansgiving Day. A partida, contudo, foi ofuscada pelo memorável show do intervalo. John Fogerty e banda, relembraram os grandes momentos do Creedence Clearwater Revival, com um medley extraordinário: Down on the Corner, Proud Mary, Bad Moon Rising e Fortunate Son (trilha sonora de Forest Gump), fechando com chave de ouro. Quem viu, viu.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Golaço do campeonato.

Eis o gol mais bonito do Brasileirão 2006. Se assistíssemos ao lance em preto e branco, em meio aos lances do Brasil de 1970, seria difícil distinguí-lo - talvez, apenas, pelas corn rows de Dênis Marques, autor da pintura.


Atlético-PR 4 x 0 Paraná - Arena da Baixada, 28/10/2006.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Decisão na Série C.

Barueri e Ferroviário entram em campo, no Palestra Itália, daqui a pouco, às 20 horas e 30 minutos, para disputar a última vaga na Série B do ano que vem. Para o Barueri, que joga em casa, basta o empate para conseguir o acesso. Como jogar pelo empate é sempre temerário, meu palpite é que o clube do Ceará vença a partida. A partida não deve ser um primor de técnica, mas vale a pena assistir pela emoção garantida até os quarenta e tantos do segundo tempo. Portanto, se estiver em São Paulo, vá ao campo do Palmeiras: o ingresso deve ter um valor simbólico - de graça, para uma partida de futebol bem disputada. O Sportv irá transmitir o jogo para todo o Brasil.

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Bernardinho garante Brasil nas semi.

Nesta madrugada, a equipe de Bernardinho enfrentou a Bulgária, invicta até então no mundial masculino de vôlei. Após uma atuação perfeita contra a Itália, o Brasil entrou confiante para confirmar a classificação para a fase final do mundial do Japão.

Somando-se a boa fase brasileira à notícia de que o time titular da Bulgária seria poupado, uma vez que já tinha assegurado a presença nas semifinais, poderíamos esperar uma vitória incontestável, exceto que isto não aconteceu. É possível que o próprio elenco brasileiro tenha acreditado nisto e se acomodado. O fato é que o Brasil custou a entrar no jogo, e viu sua classificação dificultada pelos reservas búlgaros, liderados pelo ponta Yordanov. Os brasileiros podem ter ficado impressionados com a incrível semelhança de Yordanov com o grande jogador italiano Andrea Sartoretti - titular da Azzurra por muitos anos. Semelhança inclusive no estilo de jogo e na mecânica do saque com a canhota, uma marca inconfundível de Sartoretti.

Foi a vez de Bernardinho mudar praticamente todo o time, no combate à apatia que tomava conta do sexteto brasileiro e que encaminhava o mesmo para uma derrota que complicaria o campeonato. Funcionou. Os reservas mudaram a cara do jogo, sobretudo o meio-de-rede Rodrigão, que deve ter assegurado um lugar entre os titulares, e o levantador Marcelo, decisivo para a reação. Entre os poucos titulares que continuaram no jogo, Giba foi o grande destaque mais uma vez, sendo um concorrente sério para levar o prêmio de melhor jogador do campeonato.

O impressionante nisso tudo é como o Brasil, mesmo jogando mal, vence. Poucos se dão conta, mas a seleção masculina de vôlei, enquanto comandada por Bernardinho, NUNCA ficou de fora de um pódio. 20 campeonatos ao todo, 16 vezes campeã, 3 vezes vice e 1 única vez ficou em terceiro lugar. Espero que prestem a atenção nesta marca histórica quando o time não vencer, o que é bastante aceitável que venha a acontecer logo - não me levem a mal, torço pelo Brasil, mas nunca vi tamanha hegemonia no esporte coletivo. Desafio alguém a achar uma superioridade tão significativa no esporte coletivo moderno.

Ainda assim, enquanto o Brasil continuar ganhando no vôlei masculino e contrariando à lógica da competitividade dos esportes de alto rendimento, continuemos a celebrar, pasmos, o fenômeno.

sábado, 25 de novembro de 2006

7 decisões na Série B.

Começa, logo mais, a última rodada da série B do Brasileirão, prometendo fortes emoções. O campeonato por pontos corridos tem sido criticado pelo torcedor brasileiro, que sente falta da FINAL. Pois estão programadas para às 16 horas de hoje, nada menos que SETE FINAIS. Serão dez jogos no total da rodada, sete deles decisivos para os 8 times que ainda brigam, ou pelo acesso, ou para escapar do rebaixamento.

O América de Natal, com 60 pontos, tem a difícil tarefa de vencer ou empatar com o campeão da Segundona, o Atlético-MG, no Mineirão, enquanto o Paulista, com 58 pontos, precisa vencer o Brasiliense, também fora de casa, para subir.

E que cenário fantástico na zona de rebaixamento: ninguém foi rebaixado de véspera, e seis clubes chegam à rodada final com a responsabilidade de escapar. São eles: Vila Nova (42 pontos), Portuguesa (42 pontos), CRB (41 pontos), Paysandu (41 pontos), Guarani (41 pontos) e São Raimundo (40 pontos).

Confiram agora as finais do campeonato:

Brasiliense x Paulista

Atlético-MG x América-RN

Paysandu x Marília

CRB x Remo

Vila Nova x Guarani

Sport x Portuguesa

São Raimundo x Gama

Meu único palpite é que, se alguém apostou nos grandes vencedores da rodada, tem tudo para errar.

E não venham me dizer que não há emoção, e que não há finais nos campeonatos por pontos corridos.